Você ama o seu trabalho? Se não, acha que deveria amar?
- Thaís Zanotti
- 3 de dez. de 2021
- 2 min de leitura

Semana passada a @revistatrip trouxe para a mesa uma discussão importantíssima acerca do tema “Amar o trabalho” e também fiz uma reflexão para somar ao tópico que gostaria de dividir com vocês nesse post. A socióloga Erin Cech, em seu livro “The Trouble With Passion” traz uma análise interessante sobre nossas relações com o trabalho e sobre o quanto a ideia de que precisamos amar o que fazemos pode causar sofrimento. Isso mesmo!
Ela acredita que nossa relação com o trabalho deve passar menos pelo amor e mais pela dignidade em ter condições de trabalho favoráveis, que nos permitam encontrar felicidade em outros espaços.

Sabemos que a realidade nem sempre nos permite escolher fazer o que amamos. Já atendi e conheci muitas pessoas que não tiveram oportunidade de escolher, que precisaram aproveitar a oportunidade que surgiu, sem nem ter tempo de pensar sobre realização. Essa é a realidade de muitas pessoas. Então sim, um trabalho, pode ser só um trabalho e não necessariamente uma fonte de inspiração e amor.
Até porque o trabalho é uma parte de nossas vidas, não é o todo, não precisa e talvez nem deva ser a única fonte de realização ou de valorização pessoal.

Percebo nas falas de consultório o quanto a realização profissional ou a ideia do que é ser alguém de sucesso está associado a um papel profissional importante ou bem remunerado.
E se seu trabalho for só uma ponte para você chegar ao que realmente te realiza? Se for isso, também tá tudo certo viu?
Você não precisa necessariamente amar, mas é bem importante que encontre condições dignas para poder desfrutar de outros momentos de realização 😊
E se você ama o que faz, preste atenção para que seu amor não justifique excessos, falta de limites ou poucas condições para encontrar satisfação também em outras áreas da vida 😊





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